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12 de Abril de 2021

Maioria em salas de cursinhos, mulheres dominam vagas em concursos públicos

De cada 10 pessoas aprovadas em seleções para cargos na administração federal, sete são do sexo feminino. A tendência, dizem especialistas, é de que, em pouco tempo, elas passem a ser maioria nos três poderes. Dedicação delas ao estudo faz a diferença.

Eduqc Concursos, Administrador
Publicado por Eduqc Concursos
há 5 anos

Sete em cada 10 aprovados em concursos públicos são mulheres. Não por acaso, elas são maioria nas salas dos cursinhos preparatórios e têm tudo para, com o tempo, mudar a cara do setor público, ainda predominantemente masculino. Nos três poderes, as mulheres só estão em pé de igualdade no Judiciário Federal: eles são 35,8 mil e elas, 35,7 mil. A menor representação do sexo feminino está no Legislativo: os homens são 5,7 mil e as mulheres, 3,2 mil.

Maioria em salas de cursinhos mulheres dominam vagas em concursos pblicos

Levantamento realizado pelos dois principais cursinhos do Distrito Federal aponta que as alunas têm idade entre 20 e 40 anos e ostentam, nos currículos, cursos universitários ou técnicos. Nas salas de aula, dominam os debates e apresentam maior convicção em relação ao que querem. A maioria paga os estudos com o próprio salário. As áreas de preferência delas no serviço público são tribunais, segurança pública e bancária. Também há interesse pelos cargos jurídicos (advogados da União e Ministério Público) e pelos que lidam com questões fiscais (gestores e analistas).

Cobrança

No que depender da estudante Daniella Caetano, 37 anos, a predominância das mulheres no serviço público será irreversível. “Se somos maioria da população, temos que estar mais bem representadas entre os servidores”, afirma. Ela estuda há três anos para concursos públicos. Seu sonho é ser policial. “Sei que é uma área tipicamente masculina, mas tenho convicção de que posso desempenhar todas as funções de igual para igual. Tenho força e inteligência”, enfatiza.

Daniella ressalta que as desigualdades que se vê no setor público também são gritantes no setor privado. “Felizmente, entre os servidores, creio que a discriminação é menor. Por isso, anseio passar em um concurso”, diz. Mas ela reconhece que outros atributos a levam a dedicar várias horas do dia aos estudos: a estabilidade no emprego e os salários maiores que a média de mercado. “São vantagens que fazem muito a diferença e justificam todo o esforço”, emenda.

A fisioterapeuta Amanda Rosa, 24, estuda para concursos há pouco mais de um ano, em busca de um cargo na sua área. Na avaliação dela, independentemente de ser homem ou mulher, o servidor público tem que desempenhar seu papel da melhor forma possível. “Não há porque haver privilégios. Nem para homens, nem para mulheres. Isso vale para tudo, inclusive para os cargos de chefia na administração pública”, frisa.

Convicta, Amanda afirma que a sua aprovação em uma seleção pública virá rapidamente.

Dicas

Independentemente de homem ou mulher, os concurseiros que pretendem ser aprovados devem seguir algumas regras básicas. A primeira delas, a dedicação. Outra dica importante é ter persistência. Mesmo que se faça alguns ajustes no meio do caminho, não há porque desistir. “

Discriminação

As mulheres representam hoje 42% da força de trabalho no Brasil, mas sua participação, em certas áreas, ainda é escassa. Pesquisa recente sobre a presença feminina em diversos setores da economia brasileira mostrou que apenas 8% dos cargos de direção eram preenchidos por mulheres. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o salário das executivas é, em média, 30% inferior ao dos executivos no Brasil.

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Fonte: Correioweb

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Os espaços devem ser ocupados por quem melhor qualificado se mostrar e mais interesse tiver.
Mulheres, sim e por que não? continuar lendo

A tendência é que esse número se eleve cada vez mais. Me formei no curso de Direito em uma instituição de ensino da rede pública, muito tradicional no estado do Paraná. São apenas 5 turmas, com 70 vagas ofertadas no vestibular, para 2 mil inscritos. Em média, as mulheres representam de 60% a 70% das aprovadas, e são responsáveis por manter a instituição entre as melhores do Brasil, sendo a segunda colocada no ENADE e sempre figurar entre as primeiras no índice de aprovação do Exame da ordem. A conta é simples, se mais mulheres se formam nas instituições mais tradicionais do Brasil, por óbvio irão ocupar os cargos nos concursos mais concorridos em todas as áreas ofertadas. Mulheres são dedicadas, tem um forte poder de persuasão e de gerenciamento, além de serem multifuncionais, o que se encaixa perfeitamente ao perfil de um servidor público. Esses dados me fazem refletir acerca de quantos talentos foram desperdiçados por uma sociedade machista que suprimiu seus gênios do sexo feminino por tantos anos. Uma pena. continuar lendo

Seria o caso de exigir cotas para homens? continuar lendo