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18 de Outubro de 2019

Bolsonaro nega proposta para acabar com estabilidade de servidores públicos

De acordo com o presidente, ele nunca discutiu o assunto desde que assumiu o cargo

Eduqc Consultoria, Administrador
Publicado por Eduqc Consultoria
há 11 dias

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, na manhã desta segunda-feira (7/10), que não tem nenhuma intenção de apresentar uma proposta ao Congresso Nacional para acabar com a estabilidade de servidores públicos. Segundo o chefe do Executivo federal, ele nunca discutiu o assunto "com quem quer que seja". "Querem, a todo custo, agora me colocar contra os servidores", escreveu o presidente, em uma rede social.

Horas depois, ao deixar o Palácio da Alvorada, ele acusou a imprensa de publicar mentiras. "Lamento a imprensa brasileira agir dessa maneira. O tempo todo mentindo, distorcendo e me difamando. Vocês querem me derrubar? Eu tenho o couro duro. Vai ser difícil", disse Bolsonaro, em referência à reportagem publicada nesta segunda, de que o governo encaminharia ao parlamento, nos próximos dias, o projeto da reforma administrativa, que deve prever o fim da estabilidade para o funcionalismo público.

A decisão foi acertada no domingo (6/10), quando Bolsonaro se reuniu com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), no Palácio da Alvorada. De acordo com o deputado, ele classifica como "prioridade" o envio de propostas que possam controlar gastos.

"Precisamos, rapidamente, controlar os gastos, porque, senão, tudo que a gente vem fazendo se perde. O Estado nunca será eficiente se as despesas correntes continuarem crescendo em detrimento da capacidade de investimento do estado brasileiro", disse o presidente da Câmara, ao fim do encontro com Bolsonaro.

O texto da reforma administrativa, que deve acabar com a estabilidade para novos concursados, ainda prevê reformulação dos planos de carreiras de Estado e redução da jornada dos funcionários públicos.

A equipe econômica também pretende reduzir o número do quadro que ainda é crescente e tem mais de 1 milhão de ativos e inativos, evitando realizar concursos para cobrir vagas dos 127 mil servidores que devem se aposentar nos próximos cinco anos. Essas medidas visam reduzir os gastos com pessoal, a segunda maior despesa obrigatória da União, após a Previdência.

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Fonte: Correio Braziliense

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